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André Almeida

B.boy Deh

Meu nome é André de Almeida Cunha, nasci em São Borja e com 6 anos vim morar em Bento Gonçalves, pra ter mais oportunidades, tenho 19 anos moro no bairro Santa Helena e na minha casa somos em cinco, minha mãe, meu padrasto e 2 irmãos. Nós temos uma boa convivência, tudo bem que nem sempre foi assim, eu cresci sem nenhum auxílio do meu pai e na verdade também nem precisei, pra mim não fez falta até por que tem meu padrasto que é correria com nós!

 

Eu sempre procuro estudar, na real eu acho bem importante a ideia da escola por que essa cena vai ser cobrada mais pra frente, não vou mais à escola mas nunca larguei os cadernos. Fiz SENAI por um tempo e gostava bastante por que eu não sou o tipo de pessoa que faz corpo mole pra trabalhar, assim tu aprende a dar valor para as coisas...

 

Antes de eu começar a dançar eu era pilhado na ideia de RAP, fazia Freestyle e tal com a galera da minha rua, mas eu perdi um ano inteiro em umas paradas erradas sabe, ilusão de guri... Acho que mesmo não sendo algo bacana de ter vivido foi algo bem importante pra minha formação pessoal e pra eu saber a importância de ser uma pessoa boa.

 

Eu, o Grimgo, o Jhony e uma rapaziada da rua saía de rolê pirar a banda, mas isso porque éramos crianças, até que um dia encontramos o Billy e o Tiago na Igreja do bairro treinando uns footworks, aquela cena bateu forte em nós e daí já fiquei vários dias pensando nisso até que eu vi uma publicação do Pedrinho dizendo que ia rolar umas oficinas na Casa das Artes, a gente foi e a partir desse dia até o final do ano a gente treinou sem parar.

 

A cena da dança foi o 220 que eu tomei pra acordar, comecei a ver a ideia dos outros, formei minha ideologia e descobri que a parada é massa pra caramba! Na sequência montamos a Crew FootSulWork que agora é composta por 3 pessoas, eu a Mila e o Alisson.

 

O treino na Vico é diário, a dança pra mim é puro sentimento e dedicação, eu me sinto bem dançando, embora muitas vezes fico desanimado, sei que é com o tempo que as coisas vem mas quando bate o desânimo eu procuro me distanciar da dança e ir fazer outras coisas, é melhor.

 

A pouco tempo eu comecei uma função bacana aqui na cidade, eu vi que a cena do RAP respirava por aparelhos e tinha só eu que era MC e corria pelo Hip Hop, então decidi fazer a Batalha da Praça, que é um encontro mensal de vários MC’s e público da região. É massa demais, com essa iniciativa eu vi que tem bastante galera das rimas aqui, porém, eles não se mostravam.

 

A Batalha da Praça reuni cerca de umas 60 a 70 pessoas na Vico, rola toda última sexta-feira do mês com intuito de fomentar, trocar ideias e o mais importante...se divertir! Tenho apoio dos meus amigos, alguns familiares e de muitas pessoas do bairro, eu moro desde os 6 anos aqui e as pessoas me viram crescer e tem um grande carinho por mim, sempre respeitei geral, tanto que sempre deixo claro nas minhas escritas que o “RESPEITO É LEI NO MEU BAIRRO” não generalizo mas falo por mim, sou querido desde as crianças até tiazinhas.

Eu amo o Santa Helena e se eu puder fico aqui até umas horas! A dança me proporcionou muita coisa, ano passado viajei muito tanto no estado quanto pra fora e até fora do País, coisas que eu não pensava antes.

 

A ideia que eu mando pra geral independente se dança, rima ou faz tricô: sejam sinceros de coração com o que vocês fazem, façam com amor pelo negócio, fazer por fazer muitos fazem, mas amar e pôr esse amor no ato muda as coisas e o sucesso é a consequência do bem feito.

 

Desejo muita luz pra cada um e Deus abençoe, Paz!

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